Por Camila Mendes, Mtb nº: 74627/SP.

Com experiência em mobilizações que resultaram em conquistas expressivas, dirigentes do Sindicato participaram do ato realizado no Viaduto do Chá, em defesa da valorização profissional e dos direitos da categoria.
A experiência acumulada pelo Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região – SUEESSOR na organização de mobilizações e na defesa dos direitos da categoria esteve presente, mais uma vez, em uma iniciativa de solidariedade e união sindical. Na segunda-feira (14), o vice-presidente do Sindicato, Juarez Henrique de Paulo, e o secretário geral, Amilton Arlindo de Moura Rodrigues, participaram e apoiaram a mobilização dos trabalhadores e do Sindicato da Saúde de São Paulo, realizada no Viaduto do Chá, em frente à Prefeitura de São Paulo.
A presença dos dirigentes reafirma o compromisso do SUEESSOR com a organização coletiva dos trabalhadores da saúde e com o fortalecimento das lutas que envolvem a categoria. Ao longo de sua atuação, o Sindicato tem participado de mobilizações que produziram resultados expressivos, demonstrando que a união dos trabalhadores, a organização sindical e a pressão nas negociações são instrumentos fundamentais para transformar reivindicações em conquistas.
Mais do que uma participação pontual, o apoio à mobilização em São Paulo expressa uma compreensão que orienta a atuação do SUEESSOR: a defesa dos direitos dos trabalhadores da saúde não se restringe à base territorial de uma entidade. A luta por salários dignos, melhores condições de trabalho e respeito profissional exige articulação, solidariedade e disposição para construir ações conjuntas.
PAUTA REIVINDICA DIREITOS E VALORIZAÇÃO
A mobilização dos trabalhadores e do Sindicato da Saúde de São Paulo apresentou reivindicações diretamente relacionadas às condições de vida e de trabalho da categoria. Entre os principais pontos estão o reajuste salarial, a definição da data-base de maio, ainda pendente, a implantação de um vale-alimentação justo, a isonomia entre as categorias e o reconhecimento da insalubridade em grau máximo, de 40%, como reivindicação sindical.
As pautas refletem dificuldades enfrentadas diariamente por profissionais que atuam em diferentes setores dos serviços de saúde. A luta não envolve apenas auxiliares e técnicos de enfermagem, mas também trabalhadores da recepção, administração, limpeza e de todas as áreas que garantem o funcionamento das unidades.
A valorização profissional precisa alcançar o conjunto da categoria. Não há atendimento de saúde sem o trabalho de quem recebe os pacientes, organiza os serviços, higieniza os ambientes, presta assistência e sustenta, na prática, o funcionamento das instituições.
É nesse contexto que a mobilização ganha relevância. As reivindicações apresentadas não podem ser dissociadas da realidade de trabalhadores que enfrentam jornadas intensas, sobrecarga, salários insuficientes e condições que, muitas vezes, comprometem a própria saúde.
QUEM CUIDA DA POPULAÇÃO TAMBÉM PRECISA DE PROTEÇÃO
A rotina dos trabalhadores da saúde é marcada por responsabilidades que ultrapassam o cumprimento de uma jornada. São profissionais que convivem com a dor, o sofrimento, a morte e a pressão permanente por atendimento. Em muitos casos, deixam suas famílias e seus momentos de descanso para garantir assistência à população, mesmo quando as condições de trabalho estão longe do ideal.
O problema não se resume ao reconhecimento financeiro. A precarização das relações de trabalho, a falta de pessoal, a sobrecarga e a exposição a riscos físicos, biológicos e psicossociais têm consequências que precisam ser enfrentadas por empregadores e pelo poder público.
Dados do Ministério da Saúde ajudam a dimensionar parte dessa realidade. Um boletim sobre acidentes de trabalho com exposição a material biológico registrou 652.040 casos notificados entre trabalhadores da saúde no Brasil, de 2007 a 2023. Desse total, 408.181 envolveram auxiliares e técnicos de enfermagem, que concentraram 62,6% dos registros.
Os números dizem respeito a uma modalidade específica de acidente de trabalho e não representam a totalidade dos adoecimentos relacionados ao setor. Ainda assim, revelam a dimensão dos riscos presentes no cotidiano de quem atua na saúde.
A preocupação também alcança a saúde mental. A sobrecarga, a pressão no ambiente profissional, o assédio e a falta de condições adequadas podem contribuir para o sofrimento psíquico e o adoecimento dos trabalhadores. O enfrentamento dessa realidade exige políticas de prevenção, ambientes de trabalho seguros e medidas efetivas de proteção.
Por trás de cada registro há um trabalhador, uma família e uma história. Por isso, quando a categoria se mobiliza, é necessário escutar. A reivindicação por melhores condições de trabalho não pode ser tratada como excesso ou inconveniência: trata-se de uma demanda legítima de quem sustenta diariamente os serviços de saúde.
A EXPERIÊNCIA DO SUEESSOR E A IMPORTÂNCIA DA LUTA ORGANIZADA
Para a diretoria do SUEESSOR, a mobilização sindical é um instrumento legítimo de defesa dos trabalhadores e de construção de avanços nas relações de trabalho. A trajetória da entidade demonstra que a organização da categoria, a participação nas negociações e a mobilização nos locais de trabalho podem produzir resultados concretos.
O movimento paredista, especialmente em uma área essencial como a saúde, deve ser compreendido com responsabilidade. A população depende desses serviços, e os trabalhadores reconhecem a importância de sua atividade. Entretanto, essa condição não pode ser utilizada para limitar o direito de reivindicar ou para manter a categoria submetida à desvalorização.
Ser essencial não significa abrir mão de direitos. Significa reconhecer que a qualidade do atendimento à população está diretamente relacionada às condições oferecidas a quem trabalha na saúde.
DIRIGENTES DESTACAM UNIÃO ENTRE OS TRABALHADORES
Durante a mobilização, o vice-presidente do SUEESSOR, Juarez Henrique de Paulo, elogiou a disposição dos trabalhadores e a atuação do Sindicato da Saúde de São Paulo. O dirigente reforçou a importância de manter a categoria organizada na defesa da valorização profissional, dos salários e do respeito aos direitos trabalhistas.
A participação do SUEESSOR, segundo Juarez, representa também uma demonstração de solidariedade entre entidades sindicais que enfrentam desafios semelhantes e que reconhecem a necessidade de fortalecer a luta coletiva.
O secretário geral do SUEESSOR, Amilton Arlindo de Moura Rodrigues, destacou a união dos trabalhadores e o papel da organização sindical na busca por salários dignos, melhores condições de trabalho e respeito aos profissionais da saúde.
Para o dirigente, a mobilização evidencia que a força da categoria está na capacidade de se organizar, apresentar suas reivindicações e construir, coletivamente, caminhos para enfrentar os problemas que afetam o cotidiano dos trabalhadores.
O ato também contou com o apoio do presidente do Sindicato da Saúde de Sorocaba, Pablo Pistila, ampliando a presença de representantes sindicais em defesa das reivindicações apresentadas.
SUEESSOR MANTÉM APOIO AO PROCESSO DE MOBILIZAÇÃO
Ao participar da mobilização em São Paulo, o SUEESSOR reafirma que a organização sindical e a unidade entre os trabalhadores são fundamentais para enfrentar a desvalorização e avançar na conquista de direitos.
O Sindicato permanecerá à disposição dos trabalhadores e do Sindicato da Saúde de São Paulo durante o processo de mobilização e negociação, fortalecendo a construção de uma agenda de reivindicações que coloque a valorização de toda categoria no centro das discussões.
A luta por salários justos, condições dignas e respeito aos profissionais da saúde continua. E, diante de desafios que atingem toda a categoria, que a união entre os trabalhadores e suas entidades representativas permanece como um dos principais instrumentos para conquistar mudanças.
Quem cuida da saúde da população merece respeito, proteção e valorização. E a organização sindical é parte fundamental dessa luta.
A participação dos dirigentes do SUEESSOR podem ser vistas através dos vídeos publicados na página oficial do Sindicato no instagram.
O vice-presidente Juarez Henrique reforçou a importância da luta por valorização.
EM NOTA
Ainda na noite de segunda-feira (14), o presidente do Sindicato da Saúde de São Paulo, Jefferson Caproni, comunicou aos trabalhadores de São Paulo um avanço importante no processo de mobilização. Segundo o dirigente, a Justiça do Trabalho recebeu o pedido de mediação apresentado pela entidade, abrindo caminho para uma audiência com a Prefeitura de São Paulo, as Organizações Sociais e o sindicato patronal.
A expectativa é de que a audiência seja realizada nas próximas 48 horas, conforme informado pelo Sindicato da Saúde de São Paulo. A iniciativa busca levar à mesa de negociação as reivindicações da categoria, além das denúncias de assédio, retaliações e dificuldades enfrentadas durante o processo de negociação salarial.
Para o SUEESSOR, o encaminhamento reforça a importância da mobilização organizada e da união entre os trabalhadores e suas entidades representativas.