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“O FASCISMO FOI ANIQUILADO!”: SUEESSOR FECHA CONVENÇÃO COLETIVA E VIRA A PÁGINA DE UMA ERA DE ESPERA

Por Camila Mendes, Mtb nº: 74627/SP.

Após meses de negociação direta e intensa com o sindicato patronal SINDIHCLOR, diretoria do SUEESSOR garante 100% do INPC, novos pisos salariais, valorização da categoria e, anuncia uma nova postura na mesa de negociação

Para o vice-presidente do Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região – SUEESSOR, Juarez Henrique de Paulo, o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 marca o fim de uma postura patronal que ele não hesita em chamar de “fascismo”: anos de resistência sistemática ao reajuste, em que o patronato arrastava a negociação e deixava a categoria refém da inflação enquanto aguardava a definição de reajustes e direitos básicos.

A convenção abrange trabalhadores de Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios nos municípios de Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira e Osasco, e tem vigência até 30 de abril de 2027.

“O fascismo foi aniquilado!” — resumiu Juarez, com punho firme e voz de quem sabe o peso da conquista, na manhã desta quinta-feira (20), logo após o encerramento das tratativas com o Sindicato Patronal dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas de Osasco e Região – SINDIHCLOR.

A frase, para Juarez e para a diretoria do SUEESSOR, não é retórica vazia: ela resume o que a categoria enfrentava havia anos, uma lógica de espera, desgaste e desvalorização que a diretoria do Sindicato diz ter enterrado nesta rodada.

UMA DIRETORIA QUE MUDOU O JOGO NA MESA DE NEGOCIAÇÃO

Mais do que o fechamento de uma convenção, o resultado desta negociação marca definitivamente, segundo a própria direção do SUEESSOR, uma virada na forma de como o Sindicato conduz as tratativas.

A campanha começou em fevereiro, com a pauta de reivindicações aprovada em assembleia na sede do SUEESSOR, em Osasco. Dali em diante, a diretoria assumiu a linha de frente das tratativas com o SINDIHCLOR, em um processo que, segundo os próprios dirigentes, exigiu firmeza, disposição para o diálogo duro e recusa em aceitar respostas sem compromisso.

Em maio, uma nova rodada de reuniões na sede do Sindicato marcou o ponto de virada das conversas. Dali vieram mais três meses de embates, propostas e contrapropostas até o fechamento do texto final.

O calendário reforça a mudança. Em anos anteriores, não era incomum que a convenção só fosse fechada perto do fim do ano, com a categoria meses a fio sem reajuste definido. Desta vez, a negociação foi selada em agosto, ainda no primeiro semestre da vigência, um indicativo, segundo a diretoria, de que a nova postura na mesa de negociação saiu do discurso para a prática.

“Foram três meses pesados de negociação, de muita discussão e defesa dos interesses da categoria, mas conseguimos chegar a um resultado importante para os trabalhadores”, afirmou o secretário-geral do SUEESSOR, Amilton Arlindo de Moura Rodrigues.

Para Amilton, o que está em jogo vai além do texto assinado:

“Não é somente o fechamento de uma negociação, é o fim de uma era. A partir de agora, o SUEESSOR traz uma nova perspectiva, com uma nova postura na mesa de negociação e compromisso de transformar a luta da categoria em conquistas concretas.”

A frente de negociação reuniu o vice-presidente Juarez Henrique de Paulo, o presidente Antonio Gervásio Rodrigues, o secretário-geral Amilton Arlindo de Moura Rodrigues, a coordenadora do Departamento Jurídico, Dra. Lilian Bisaro. Do lado patronal, sentaram-se à mesa o presidente do SINDIHCLOR, Dr. Roberto Muranaga, Dr. Yoshio Habe, Dra. Renata Delcelo Von Eye, Dr. Paulo Malafia e Rodrigo Lisboa Gonçalves.

O QUE A NOVA POSTURA TROUXE PARA O BOLSO DO TRABALHADOR

A disposição de não ceder terreno se traduziu em números concretos:

Reajuste de 4,11%, equivalente a 100% do INPC, aplicado sobre os salários de abril de 2026 a partir de maio, com recomposição integral da inflação e pagamento das diferenças de maio, junho e julho conforme a Convenção.

Novos pisos salariais: nas empresas com até 20 trabalhadores, de R$ 1.874,36 (funções de apoio e administração) a R$ 3.383,57 (técnicos de enfermagem); nas empresas com mais de 20 empregados, o piso do técnico de enfermagem chega a R$ 3.461,66 e o do auxiliar de enfermagem a R$ 2.472,61. Pisos específicos também foram fixados para assistentes e técnicos em saúde bucal e para cuidadores de idosos.

Horas extras valorizadas: adicional de 80% nas duas primeiras horas extras do dia e de 100% nas demais.

Adicional noturno de 40% para o trabalho entre 22h e 5h, com lanche gratuito garantido no período.

Cesta básica: equivalente ao importe R$ 219,00 (duzentos e dezenove reais) mensais, a partir de 1º de maio de 2026.

Proteção à maternidade: estabilidade da gestante desde o início da gravidez até 60 dias após o término da licença compulsória, e auxílio-creche de R$ 352,00 (trezentos e cinquenta e dois reais) mensais para mães (ou pais com guarda judicial) de filhos de até cinco anos.

Contribuição assistencial profissional, que garante atendimento jurídico trabalhista gratuito, atendimento ambulatorial com especialidades médicas, descontos em exames laboratoriais e de imagem, atendimento odontológico básico, acesso ao clube de campo para titular, cônjuge e filhos de até 17 anos, além de descontos em colônias de férias, parques, faculdades e cursos profissionalizantes.

A ASSINATURA ENCERRA UMA ETAPA. A LUTA CONTINUA.

Para o vice presidente do SUEESSOR, Juarez Henrique de Paulo, “fechar a Convenção não é o fim da atuação sindical, mas o início de uma nova fase: fiscalizar para que cada cláusula conquistada saia do papel”.

“O reajuste precisa estar no contracheque. Os pisos precisam ser respeitados. As horas extras e o adicional noturno precisam ser pagos. A estabilidade e o auxílio-creche precisam ser assegurados. A jornada e as folgas precisam ser cumpridas” – destacou o vice-presidente.

É nesse compromisso de transformar conquista em direito efetivo que a diretoria do SUEESSOR diz ancorar a era que, segundo Juarez, agora começa.

Quer ver a convenção na íntegra? Clique e acesse! 

 

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