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HAPVIDA QUER IMPOR REAJUSTE ABAIXO DA INFLAÇÃO E MANTER SALÁRIOS INFERIORES AO MÍNIMO ESTADUAL: AGORA A RESPOSTA ESTÁ NAS MÃOS DOS TRABALHADORES

Por Camila Mendes, Mtb nº: 74627/SP.

Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo Sindicato decidirá os próximos passos da campanha salarial.

A campanha salarial dos trabalhadores da HAPVIDA/NOTREDAME INTERMÉDICA chega ao seu momento mais decisivo. Após sucessivas tentativas de negociação, a empresa apresentou uma proposta considerada inaceitável pelo Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região – SUEESSOR, reacendendo a indignação da categoria e reforçando a necessidade de mobilização.

Enquanto amplia sua atuação no setor da saúde, a empresa insiste em oferecer um reajuste abaixo da inflação, pretende substituir parte da recomposição salarial por abono (sem incorporação aos salários) e mantém trabalhadores exercendo funções essenciais recebendo remuneração inferior ao salário mínimo estadual.

Diante desse cenário, o Sindicato convoca todos os trabalhadores para participarem da ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, que será realizada na próxima segunda-feira, 6 de julho, às 6h, em primeira convocação, e às 7h, em segunda convocação, na Rua Padre Dâmaso, nº 97, Centro de Osasco (entrada dos funcionários). A assembleia também será transmitida ao vivo pelo Instagram oficial do Sindicato, garantindo que todos possam acompanhar as discussões e participar das deliberações.

SALÁRIOS ABAIXO DO MÍNIMO ESTADUAL: UMA REALIDADE INACEITÁVEL

Um dos pontos mais graves denunciados pelos trabalhadores e apurado pelo Sindicato, é a manutenção de salários inferiores ao mínimo estadual para trabalhadores que desempenham atividades fundamentais ao funcionamento das unidades de saúde.

Atualmente, profissionais da recepção recebem R$ 1.476,00 (um mil, quatrocentos e setenta e seis reais) – valor inferior ao piso estadual vigente em São Paulo. Para o Sindicato, trata-se de uma situação inadmissível, que evidencia a falta de valorização daqueles que, diariamente, sustentam o atendimento aos pacientes, enfrentam jornadas intensas e assumem enormes responsabilidades.

“Não existe justificativa para que profissionais responsáveis pelo funcionamento dos serviços de saúde recebam menos do que determina a legislação estadual. É uma realidade que precisa ser corrigida imediatamente” – destaca Juarez Henrique de Paulo, Vice-Presidente do SUEESSOR.

REAJUSTE ABAIXO DA INFLAÇÃO SIGNIFICA PERDA SALARIAL

Além dos baixos salários, a proposta patronal prevê reajuste inferior à inflação e parte da recomposição por meio de abono, mecanismo que não incorpora valores ao salário e, consequentemente, não produz reflexos em férias, 13º salário, FGTS, horas extras e demais direitos trabalhistas.

Na avaliação do Sindicato, a proposta transfere para os trabalhadores o custo da negociação coletiva e representa, na prática, redução do poder de compra justamente em um momento em que o custo de vida continua aumentando.

Também são considerados insuficientes os índices propostos para benefícios econômicos, como cesta básica e auxílio-creche, distanciando ainda mais a proposta das necessidades reais da categoria.

QUEM CUIDA DE VIDAS MERECE RESPEITO

Para o Sindicato, a campanha salarial vai muito além da discussão de índices econômicos. Trata-se do reconhecimento dos profissionais que garantem diariamente o funcionamento dos hospitais, prontos-socorros e unidades de atendimento da rede HAPVIDA/NOTREDAME INTERMÉDICA.

São trabalhadores que convivem com sobrecarga, pressão constante, déficit de pessoal e grande responsabilidade no atendimento à população. Mesmo diante desse cenário, a empresa insiste em apresentar uma proposta que, segundo o SUEESSOR, desvaloriza aqueles que efetivamente fazem a saúde acontecer.

Por isso, a entidade permanece firme na defesa de uma negociação que assegure:

  • Reajuste salarial acima da inflação, com ganho real;
  • Valorização dos pisos salariais;
  • Correção imediata dos salários inferiores ao mínimo estadual;
  • Aumento digno da cesta básica;
  • Reajuste adequado do auxílio-creche;
  • Valorização efetiva dos profissionais da saúde;
  • Melhores condições de trabalho.

A DECISÃO NAS MÃOS DOS TRABALHADORES

Para o SUEESSOR, a ampla participação da categoria será determinante para fortalecer a negociação e demonstrar à empresa que os trabalhadores não aceitarão retrocessos.

“Nenhuma conquista trabalhista nasceu da acomodação. Toda vitória foi construída com união, participação e mobilização. É a assembleia que definirá os rumos desta negociação, e cada trabalhador presente fortalece a luta de toda a categoria.” – destacou o Vice-Presidente.

CHEGOU A HORA DE DAR UMA RESPOSTA

Participe da ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA. Sua presença faz a diferença. Porque, quando os trabalhadores se unem, a negociação ganha força e os direitos avançam.

 

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