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NA DASA, A PALAVRA FINAL FOI DOS TRABALHADORES: ACORDO COLETIVO 2026/2028 É APROVADO

Por Camila Mendes, Mtb nº: 74627/SP.

Em assembleia realizada pelo SUEESSOR, trabalhadores aprovaram contraproposta da empresa após processo de negociação; acordo garante reajuste de 4,11%, pagamento das diferenças de seis meses em forma de abono, novos pisos, cesta básica de R$ 270 e manutenção de direitos

A palavra final foi dos trabalhadores. Depois de um processo de negociação entre o SUEESSOR e a DASA, a proposta para o novo Acordo Coletivo de Trabalho chegou, nesta terça-feira (11), a quem cabia decidir sobre ela: a categoria.

Reunidos em assembleia extraordinária na parte da manhã e da tarde, na sede da Diagnósticos da América – DASA, em Barueri, trabalhadores e trabalhadoras conheceram os detalhes da contraproposta apresentada pela empresa, esclareceram dúvidas com os representantes do Sindicato e, ao final, aprovaram o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028, que abrangerá os trabalhadores em Barueri, Carapicuíba, Cotia, Embu das artes, Embu-Guaçu, Ibiúna, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Osasco, Santana de Parnaíba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

A votação encerrou uma das etapas mais importantes da campanha salarial. Nas rodadas que antecederam a assembleia, o Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região – SUEESSOR levou à mesa as reivindicações da categoria e discutiu com a empresa os pontos econômicos e sociais do novo acordo. Concluída essa fase, a negociação voltou para a base para ser submetida ao voto dos trabalhadores.

A assembleia foi coordenada pelo vice-presidente do SUEESSOR, Juarez Henrique de Paulo; pelo secretário-geral, Amilton Arlindo de Moura Rodrigues; pelas diretoras Amélia Pereira Matos e Luciana Pereira Santos; pela coordenadora do Departamento Jurídico, Dra. Lilian Bisaro; pelo advogado Dr. Flavio Bezerra; e pela assessora de sindicalização Maria Cristina Porto.

Durante a apresentação, dirigentes e integrantes do Departamento Jurídico explicaram os principais pontos da contraproposta e responderam às dúvidas dos trabalhadores. Só depois dos esclarecimentos a proposta foi colocada em votação.

Para o SUEESSOR, esse caminho é parte fundamental da negociação coletiva: o Sindicato representa a categoria e conduz as discussões com a empresa, mas não substitui a vontade dos trabalhadores na hora de decidir sobre o resultado negociado.

REAJUSTE DE 4,11% E ABONO PELO PERÍODO DE NEGOCIAÇÃO

No aspecto econômico, o acordo aprovado prevê reajuste salarial de 4,11% sobre os salários de abril de 2026.

Como a negociação se estendeu após a data-base, as diferenças referentes ao período de maio a outubro de 2026 (seis meses), serão pagas em forma de abono. A partir da competência de setembro 2026, o reajuste de 4,11% passa a integrar efetivamente os salários.

O formato aprovado permite, portanto, contemplar também os meses transcorridos durante a negociação, ao mesmo tempo em que estabelece o novo patamar salarial para a sequência do acordo.

Os pisos também foram atualizados. Para os trabalhadores de apoio, administração e demais funções, o novo valor é de R$ 2.036,39, com previsão de chegar a pelo menos R$ 2.077,77 em janeiro de 2027, considerando a jornada mensal de 220 horas.

Para os técnicos de enfermagem, o piso previsto no acordo é de R$ 2.715,70. A negociação também assegura que, a partir de maio de 2027, o valor não poderá ser inferior a R$ 3.325,00 para os profissionais com jornada de 220 horas mensais.

São números que fizeram parte das discussões entre Sindicato e empresa e que, nesta terça-feira, deixaram a mesa de negociação para serem submetidos diretamente à avaliação de quem será alcançado pelo acordo.

CESTA BÁSICA E MANUTENÇÃO DE DIREITOS

O Acordo Coletivo aprovado também estabelece cesta básica no valor de R$ 270,00 (duzentos e setenta reais), além das cláusulas econômicas, que mantém direitos importantes da categoria, entre eles: o adicional noturno de 40%, assistência médica, auxílio-creche e a jornada especial 12×36 com duas folgas mensais, além das demais garantias sociais e trabalhistas previstas no ACT.

A manutenção dessas cláusulas também integrou o processo negocial. Para o Sindicato, uma campanha salarial não se resume ao percentual de reajuste: envolve salário, benefícios, jornada, condições de trabalho e a preservação de direitos construídos nas negociações coletivas anteriores.

“A DECISÃO FINAL É DOS TRABALHADORES”

O secretário-geral do SUEESSOR, Amilton Arlindo de Moura Rodrigues, destacou que a aprovação encerra uma negociação que só poderia ser concluída depois de ouvida a categoria.

“Nós temos uma responsabilidade muito grande quando sentamos à mesa para representar esses trabalhadores. É nossa obrigação defender as reivindicações, cobrar, negociar e buscar as melhores condições possíveis. Mas o SUEESSOR não negocia para decidir sozinho. Nós negociamos para levar o resultado aos trabalhadores. Quem conhece a realidade dentro da empresa, quem será diretamente atingido pelo acordo e quem tem o direito de dar a palavra final é o trabalhador. Hoje a categoria ouviu, avaliou e decidiu pela aprovação” – afirmou.

A presença da diretoria, do Departamento Jurídico e da equipe de sindicalização durante a assembleia também reforçou o acompanhamento do SUEESSOR em diferentes frentes da negociação, desde as discussões com a empresa até o contato direto com os trabalhadores.

DA MESA DE NEGOCIAÇÃO PARA A ASSEMBLEIA

Com a aprovação do ACT 2026/2027, chega ao fim a etapa de deliberação da categoria, mas o trabalho sindical continua.

O próximo passo é a formalização com a assinatura do acordo e, posteriormente, o acompanhamento de sua aplicação. Caberá ao SUEESSOR fiscalizar o cumprimento das cláusulas e atuar diante de eventuais dúvidas ou problemas enfrentados pelos trabalhadores.

A assembleia desta terça-feira também reafirmou uma característica essencial da negociação coletiva: o resultado não termina na mesa entre Sindicato e empresa. Ele precisa chegar aos trabalhadores.

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