Por Camila Mendes, Mtb nº: 74627/SP.

Encontro realizado no CIESP Castelo reuniu especialistas e representantes de diferentes setores para discutir legislação, qualificação profissional, acessibilidade e caminhos para ampliar oportunidades às pessoas com deficiência
A inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho e os desafios para transformar o que determina a legislação em oportunidades concretas estiveram no centro dos debates realizados na manhã de ontem (11), durante o Workshop: Lei de Cotas e Oportunidades de Inclusão nas Empresas, no CIESP Castelo, em Osasco.
O Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região – SUEESSOR acompanhou o encontro representado por seu presidente, Antonio Gervásio Rodrigues, juntamente com o assessor Vinicius Gonçalves, da CavWork.
Promovido pelo Espaço da Cidadania, o workshop reuniu especialistas e representantes de diferentes setores para discutir desde a abrangência e a fiscalização da Lei de Cotas até iniciativas voltadas à qualificação e à inclusão profissional das pessoas com deficiência.
Entre os assuntos apresentados estiveram o Programa Meu Emprego Inclusivo, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, as experiências do SENAI na aprendizagem e formação profissional e o trabalho desenvolvido pelo Instituto SENAI de Tecnologias Assistivas. O encontro também apresentou uma experiência empresarial de ampliação da inclusão para além das vagas exigidas pela legislação.
A diversidade dos temas mostrou, na prática, que o acesso ao emprego envolve diferentes etapas e responsabilidades. Contratação, formação profissional, acessibilidade, adaptação dos postos de trabalho e desenvolvimento de carreira precisam caminhar juntos para que a inclusão aconteça de maneira efetiva.
Para o presidente do SUEESSOR, Antonio Gervásio Rodrigues, essa discussão também precisa estar presente no movimento sindical.
“Quando uma pessoa com deficiência chega ao mercado de trabalho, ela chega como trabalhadora, com direitos, capacidade profissional, expectativas e vontade de crescer. Por isso, para nós, esse debate não pode ficar restrito ao número de vagas que precisam ser preenchidas. Precisamos olhar para as condições de trabalho, para a acessibilidade, para o respeito e para as oportunidades que serão oferecidas a ela depois da contratação”, afirma.
Antonio destaca ainda que acompanhar discussões como essa permite ao Sindicato ampliar seu olhar sobre os diferentes desafios encontrados dentro dos ambientes de trabalho.
“Representar os trabalhadores também é compreender as diferentes realidades que existem dentro da categoria. O Sindicato precisa estar preparado para defender direitos e contribuir para que nenhuma barreira, seja ela física, profissional ou de atitude, impeça um trabalhador de exercer plenamente sua função”, completa.
Prevista no artigo 93 da Lei nº 8.213/1991, a chamada Lei de Cotas determina que empresas com 100 ou mais empregados preencham de 2% a 5% de seus postos de trabalho com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência.
Mais de três décadas depois da criação da lei, o desafio colocado à sociedade é fazer com que a presença desses profissionais no mercado avance também em qualidade: com ambientes acessíveis, formação, respeito às diferenças e possibilidades reais de desenvolvimento profissional.
Para o SUEESSOR, participar desse debate é também parte de sua atuação na defesa de relações de trabalho mais justas e de um mercado no qual direitos e oportunidades sejam efetivamente para todos.







